Isto sou eu...nem mais nem menos, o eu que a realidade olha mas não vê!
29 de Novembro de 2008

   Há tantas coisas que não sou capaz de dizer.  Nem mesmo, tendo um ecrã de um computador à minha frente, nem mesmo não tendo que lidar com os olhares profundos de inquisição, surpresa, angústia, preocupação, compaixão, raiva... Não sei dizer "amo-te" sem recorrer à ironia, não sei dizer "odeio-te" sem sorrir, sem um tom de brincadeira. Não consigo dizer que estou triste, muito menos explorar as razões que me fazem estar triste, porque não sei como deixar que tenham "pena" de mim ou que me ajudem, costumo ser eu a cumprir esse papel, a perceber o que está errado com toda a gente e a corrigi-lo, mesmo sabendo que não devia, mesmo não querendo fazê-lo. Não consigo evitar.

   Um amigo, por definição seria alguém com quem partilhamos todas as nossas alegrias e tristezas, todas as nossas conquistas e derrotas, todas as nossas convicções e inseguranças. Alguém que conhece todos os nossos defeitos e qualidades, isso implica conhecer-nos tão bem que conhece todos os nossos medos e sentimentos. Por isso tenho-me questionado sobre a quantidade de amigos, verdadeiros, não apenas conhecidos, que podemos ter. Depois de pensar bastante nisto e em todas as relações de amizade que considerava ter descobri que um ínfimo número delas me conhece tão bem, que pode perceber as fragilidades que tento a todo o custo esconder. E só há um responsável por isso: eu. Porque mantenho uma máscara de felicidade perante todos e não permito que ninguém se aproxime o suficiente para me magoar. Não é certamente por falta de esforço. Até mesmo quem pensou conhecer-me bem o conseguiu de facto, conheceu a pessoa que eu quis que pensasse que fosse.

   Atrever-me-ia até a dizer que muitas Lunas residem dentro de mim, cada uma ocupando o seu espaço, confundindo-se por vezes com a Luna real. Aquela que fica triste quando sabe que alguém próximo de si está mal e não sabendo o que dizer fica calada a ouvir apenas. Sem dizer o que é politicamente correcto ou o que o outro quer ouvir. A Luna que diz o que pensa sem ter medo das susceptibilidades que pode ferir. Será que existe? Será que acabei por perder o verdadeiro eu na busca da perfeição? Provavelmente. Mas e agora? Como voltar atrás e descobrir a verdade e a ilusão? 

 

"Wild horses i wanna be like you. Throwing caution to the wind and run free too. Wish i could reckleassly love like i'm longing to..."

publicado por Luna às 23:04
sinto-me: Não sei...
música: Wild Horses - Natasha Bedingfield
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